quarta-feira, 25 de julho de 2012

De volta à serra


Há algum tempo que andava com vontade de voltar a Sintra para experimentar um novo percurso. Após uma ou outra conversa, lembrei-me de revisitar o site do ICN, e ver como estava a informação dos percursos do Parque Natural.
Queria fazer um percurso de serra interior mas, do que está assinalado (e, neste momento, só me aventuro em trilhos sinalizados… excepto quando me perco) o que havia feito o ano passado (o percurso nº6 de Sintra) era o melhor. E é mesmo um bom passeio: paisagens fantásticas em meio, todo ele, natural; a distância ideal (9 km); circular (essencial, sobretudo num primeiro reconhecimento); e com um nível de dificuldade ideal (estilo “passeio não demasiado fácil”).
Não havendo nada (à partida) tão apelativo, resolvi juntar 2 percursos num único (o nº2 e o nº3 têm um troço comum) de modo a construir um trajecto com uma distância aceitável (deve ficar pelos 7,5 km), mas com um nível de dificuldade elevado devido ao desnível. A paisagem, não é tão natural quanto eu gostaria (parte do percurso é em volta do Castelo e parte em torno da Pena, sendo o ponto de partida na vila), mas foi o melhor que se pôde arranjar.
Construído o mapa (pela sobreposição dos “desenhos” presentes nos panfletos respeitantes a cada um dos caminhos), e tendo uma carta militar híper-desactualizada como backup, resta a bússola e esperar que a sinalização não esteja em muito mau estado.
Mas também nisto há algo de desafiante (se bem que a proximidade da vila, de estradas alcatroadas e de outros pontos de referência tirem algum espírito aventureiro à coisa). Para além de tudo isto (contacto com a natureza, incerteza quanto ao modo como vai correr a primeira experiência neste trajecto (não cometerei o erro do ano passado de começar da parte da tarde), exercício físico, etc…) as primeiras caminhadas em cada trilho têm constituído uma oportunidade para abstrair da realidade. Não que não seja interessante fazer estes passeios acompanhado, ou mesmo já conhecendo o caminho, mas ter a oportunidade de os experimentar pela primeira vez neste registo é uma experiência que tem sido compensadora.
Esta irá acontecer em breve e, embora, à partida, a expectativa não seja a melhor em termos de trajecto (talvez um sinal de que está na altura de começar a experimentar caminhadas mais livres, dada a escassez de caminhos assinalados potencialmente interessantes), pelo menos há algum desnível para não deixar que a coisa se torne monótona. Isso e o facto de, de certeza, eu me ir perder uma ou duas vezes (algo que me “preocupou ligeiramente” no ano passado quando andei perdido, ou melhor, sem certeza absoluta de onde estava no mapa, quando o sol já se tinha posto).   

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