terça-feira, 7 de agosto de 2012

Regresso a Cherburgo


Os Chapéus de Chuva de Cherburgo (Les Parapluies de Cherbourg, 1964)

Definitivamente, este filme tem lugar reservado na galeria dos filmes que mais me marcaram.
É francês; é um musical; é todo ele cantado.
Mas é uma bela história de amor, selada com um final brutalmente… belo.

Tê-lo visto esta noite numa sessão de cinema ao ar livre num beco lisboeta (literalmente), apenas refinou a minha opinião… porque é o filme perfeito para se ver num ambiente acolhedor… um musical à noite.
Nem o frio foi capaz de arrefecer a magia.A introdução de Jorge Silva Melo foi muito boa, mostrando a diferença que faz ouvir quem sabe do que fala. Só não foi perfeita por não ter resistido à tentação de revelar um pouco mais do que seria suposto.
Porque se em Os Chapéus de Chuva de Cherburgo a linearidade da história não deixa espaço para grandes surpresas, o final não deixa de ser um momento marcante de cinema.

Por mais do que uma vez, ora numa cena "banal" ora numa cena mais emotiva, dei por mim a engolir em seco. O coração acelerava ligeiramente com detalhes que sei só terem aquele significado para mim.

Já tinha mencionado há um ano, mas não é de mais repetir: a música de Michel Legrand e o trabalho de Jacques Demy constituem um daqueles momentos de inspiração únicos de cinema.

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