quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Uma greve "meio-boa"


Hoje quero elogiar quem há muito tempo tenho vindo a criticar: os maquinistas da CP!
Não é que os cabrões fizeram uma greve como deve de ser?! Durante 3 dias (e vai continuar), os “não-fazem-nenhum-e-ganham-bem-p’ra-caralho” fizeram uma greve que trouxe perturbações na circulação de comboios: entre as 7:00 e as 9:30 não havia comboios a ir para Lx, mas pelo menos houve comboios… e com um horário.
Claro que foi muito mais incómodo do que normalmente: tive que me levantar 45 minutos mais cedo para ir tipo “sardinha em lata” para o trabalho, mas pelo menos não foi a vergonha das outras vezes, em que nem serviços mínimos existiam.
Esta greve cumpriu um dos propósitos: atrapalhou os clientes da empresa CP.
Os outros propósitos não cumpriu (e arrisco-me a dizer: nem nunca cumprirá): será que aqueles burros ainda não perceberam que não resulta? Há 13 anos que vou de comboio para Lisboa, já passei por muitas greves (a CP já me deve uns 6 meses de viagens à borla), mas nada conseguiram, para além do ódio (digo bem: ódio, como hoje mesmo pude constatar ao conversar com companheiros de viagem mais inconformados) dos utentes, de umas requisições civis, e de ajudarem a afundar ainda mais a empresa para a qual trabalham e que está na falência há décadas: fosse uma empresa privada e há muito que tinham sido despedidos. Como é pública, temos que continuar a sustentar esta corja.
Mas pelo menos desta vez houve “meio-respeito” por quem tinha os bilhetes e os passes comprados. Digo “meio”, porque não deixa de ser injusto: comprei uma viagem de 25 minutos e não de 45 minutos com o triplo das pessoas enfiadas nas carruagens. Mas de qualquer forma, está melhor.
Está mais do que provado de que estas greves são pura instrumentalização política. Não são para resultar em medidas favoráveis para os trabalhadores: são apenas para marcar posição: uma espécie de “birra” periódica à boa moda revolucionária. Veja-se a greve “por solidariedade” para com os “irmãos” maquinistas da Fertagus!!!

Estes e os pilotos da TAP são dois dos grandes “privilegiados grevistas” deste país.
Por acaso, uns ganham 4.000 € por mês e os outros ganham 8.000 € por mês.
Por acaso ambas as empresas dão prejuízos em mais de 90% dos anos de operação.

Isto dava um case-study a nível mundial… como é que ainda há quem sinta simpatia por estes ricalhaços?
Curioso…

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