quarta-feira, 29 de maio de 2013

Se a estupidez fosse música estes seriam um saxofone!


Um dos erros frequentes nos estudos científicos, e o motivo pelo qual muitos não chegam sequer a ser publicados é a estatística… mais concretamente a incorrecta análise dos dados estatísticos e a inferência de algo que, simplesmente, não está lá: correlação nem sempre (ou quase nunca) implica causalidade.
É também por este motivo que as chamadas ciências sociais e humanas pretendem, e bem, pertencer à forma de conhecimento denominado de “Ciência”: para que a validação das conclusões seja feita de uma forma mais cuidada, rigorosa e revisivel.
No entanto, quando saímos do domínio da ciência, para as “ciências” ocultas ou esotéricas, religiões, seitas, etc… algo que não seja assumidamente pessoal mas fora de nós próprios (esta salvaguarda serve apenas ara deixar de fora a filosofia), os seus líderes, gurus, etc… permitem-se a estabelecer todas relações de causalidade, mesmo aqueles onde nem sequer existe correlação. E há quem os siga!
Exemplos como o fim do mundo estar próximo por este ou aquele sinal (um furacão, tremor de terra ou, melhor ainda, um qualquer asteróide a rasar a Terra) são os melhores exemplos dos sinais da fúria divina a abater-se sobre os imperfeitos habitantes da Terra, seja pelo seu comportamento pecaminoso seja porque a conjugação dos elementos assim o determinou (como estava escrito nos astros).
Mas confesso que nunca, nem nos meus momentos da mais prolífica imaginação, eu me lembraria de tal relação:



Em momentos diferentes no tempo, atribuir como causa para um furacão a homossexualidade, rebenta a escala da estupidez. Pior: a estupidez pressupõe alguma falta de inteligência, ou a existência de alguma, embora abaixo da média. Isto mostra a total ausência da mesma.
E têm seguidores… por acaso deu-lhes para isto e não para se fazerem explodir para irem ter com as 7 virgens que os esperam no paraíso (alguém deveria explicar a estes últimos que também há virgens na Terra: não é necessário brincar às bombas e aleijarem-se).
É muita droga, loucura ou estupidez, mas no fim, é uma ofensa ao género humano na medida em que esta forma de pensamento está na cauda inferior do processo evolutivo do mesmo. Estes pertencem ao grupo que provocam o excesso de curtose no extremo negativo da distribuição de Gauss. Só desejo que não sejam em número suficiente para tornar a distribuição assimétrica.

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